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Estou na lista negra do Google

Falaremos nessa publicação sobre um assunto pouco comentado, porém não tão incomum quanto se imagina. Como já é de conhecimento de todos, o Google possui algoritmos que analisam os websites e os categoriza numa espécie de ranking com base em alguns critérios pré-determinados. Sendo a segurança um dos principais, se um site não apresenta um ambiente seguro de navegação, pode acabar indo parar na “lista negra” do Google.

E o que seria essa lista negra, você deve estar se perguntando?

Basicamente, esse site deixa de aparecer como resultado das buscas dos usuários através do mecanismo de pesquisa do Google. Além disso, o site é notificado pelo próprio Google, ou seja, a informação de que acabara de ser excluído das pesquisas realizadas pelos usuários chega rapidamente para o webmaster da página em questão.

Essa é uma situação delicada. Os webmasters das páginas que adentraram a lista negra do Google podem, inclusive, culpar a empresa de hospedagem que contrataram por esse infortúnio.

E se o mesmo acontecesse com você? E se sua empresa de hospedagem começar a ter a imagem denegrida por situações similares a essa? Como lidar com esse revés, oferecer o suporte necessário e reverter esse quadro?

Descubra a seguir!

 

O que você precisa saber?

Se você possui uma empresa de hospedagem, precisa estar ciente de dois fatos muito importantes:

– qualquer site pode entrar na lista negra do Google.
– muitas vezes, o webmaster do site nem sequer sabe o porquê de isso ter acontecido.

Com base nisso, podemos verificar que o que falta mesmo é informação, certo? É partindo daí que o seu suporte pode ser mais efetivo. O Google avisa que o site foi bloqueado de seu ranking, mas não explica exatamente o porquê. É por isso que, geralmente, a empresa de hospedagem acaba levando a culpa; parece que o problema se deu por causa de um erro no servidor ou alguma outra questão técnica que não possui relação direta com o site em si. Por mais que isso ocorra às vezes, na maioria dos casos, a situação é exatamente contrária.

Um caso recente comprova isso: em dezembro de 2014, mais de onze mil sites que utilizavam um popular plugin no WordPress entraram para a lista negra do Google. A culpa não foi do WordPress em si, e sim do plugin. Logo, o suporte deveria identificar a causa do problema e informar o webmaster do site.

Tal ação deve ser realizada da maneira mais transparente possível, para que não fique a impressão de que a empresa de hospedagem está se isentando de qualquer responsabilidade para com seus clientes.

 

Como o suporte deve ser realizado?

Depois de identificado o problema e do mesmo ser devidamente informado para o webmaster do site, é necessário resolvê-lo da maneira mais rápida possível. Lembre-se que, numa situação como essa, o site deixa de ganhar visitantes, o que gera uma queda no tráfego e consequente perda de lucratividade.

Se o problema se deu por conta de um malware, ele deve ser removido. Se ocorreu por causa de um plugin, ele deve ser substituído. As mudanças devem ser realizadas num tempo ágil, sempre posicionado o webmaster do site quanto às atitudes que estão sendo tomadas em busca da solução. Uma das maneiras mais eficazes de resolver a maior parte dos problemas que culminam no bloqueio do site é com a restauração da página através de backup.

Em seguida, deve ser solicitada uma nova revisão do Google, a fim da remoção do site da lista negra. O problema é que essa ação não é instantânea. Há casos em que o Google leva até dez horas para desbloquear um site – e esse tempo pode variar tanto para menos (duas horas) como para mais (até vinte e três horas). Imagine o que isso pode representar em número de acessos?

É por isso que o tempo de resposta e resolução ágil do problema é vital num caso como esse!

 

Como esse tipo de problema pode ser evitado?

Muitos webmasters nunca sofreram esse tipo de problema e, após a leitura dessa publicação, devem estar pensando: “como posso me precaver?”.

Investimento é a palavra-chave. Muitas empresas de hospedagem oferecem serviços de monitoração e podem identificar um problema em potencial antes que ele de fato aconteça a ponto de prejudicar o site. É óbvio que esse tipo de serviço possui um status premium, ou seja, é cobrado um valor diferenciado para sua contratação. Por isso o investimento; você está pagando um valor relativamente maior, mas está se protegendo e diminuindo potencialmente as chances de ter seu site bloqueado pelo Google.

Muitas vezes, porém, esse tipo de serviço não está dentro do orçamento do site, ou então a empresa que administra o site possui uma equipe de T.I. que pode realizar a monitoração por conta própria. Nesses casos, resta a empresa de hospedagem oferecer a opção do cloud computing com a intenção de manter informações importantes na nuvem. Isso pode reduzir custos não só para seus clientes, como também para a sua própria empresa de hospedagem, que pode contar com uma equipe menor para administrar esse tipo de serviço.

Outro ponto importante é o backup. Lembra-se de que uma das maneiras mais fáceis de resolver eventuais problemas de segurança é a restauração do site para uma versão livre de vírus e arquivos maliciosos? É através do backup constante e frequente que o mínimo de informação é perdido quando a restauração é realizada.

Após a recuperação do site, o Google recomenda a utilização de ferramentas como cURL, Wget, ou o Buscar como Google para verificar se o site está totalmente seguro e livres de softwares maliciosos.

O ano de 2014 foi marcado por diversas falhas de segurança massivas que atingiram um número incontável de sites. Por isso, reforçar a segurança é não só uma tendência para 2015, como também necessário para o sucesso de seu site na Internet.

Sua empresa de hospedagem já passou por alguma situação similar a que relatamos aqui? Como você lidou com o problema e qual foi a reação de seu cliente? Você conhece uma maneira alternativa de lidar com esse tipo de problema? Não deixe de participar do Dicas de Hospedagem através da seção de comentários!



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