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Uma das maiores tendências no mundo do TI é a preocupação com a sustentabilidade. Um discurso parecido é mostrado em quase todos os datacenters apresentados na série do DdH sobre os maiores datacenters do mundo: todos estes locais são construídos com a preocupação de economia e reaproveitamento de energia e com sistemas que procuram danificar minimamente o meio ambiente. Estas ações são chamadas de Green Computing. No Brasil também é chamado de TI verde.

Para quem não sabe, o Green Computing é uma prática que engloba formas corretas de descarte de produtos químicos (que em hardware são muitos), de economia de energia elétrica, de água, uso de fontes de energia renováveis e também o uso mínimo de produtos que danifiquem o meio ambiente. Empresas como IBM, UOL e Google já aderiram a tecnologia verde.

A pergunta que fica no ar é porque há tanta preocupação das empresas de tecnologia com o meio ambiente? Pelo que se vê no mercado atualmente, trata-se de uma junção de motivos e que com certeza o menor deles é a verdadeira preocupação com a natureza. Há muito dinheiro envolvido em práticas sustentáveis. Basicamente este dinheiro vem de três formas: economia de gastos com energia, marketing e ganho de verbas dos governos. Veja como funcionam estas três formas de lucros.

Economia de gastos com energia: Imagine quanto um datacenter inteiro gasta de energia elétrica. Além do consumo dos servidores (que não são poucos) ainda há os gastos com os sistemas de resfriamento dos locais. O gasto destas empresas é tão grande que compensa mais investir em Green Computing do que arcar com estes gastos.

Marketing: Em um mundo onde sustentabilidade tem sido a palavra da moda, mostrar que a empresa não está parada em relação a preservação do meio ambiente pode significar a conquista de muitos clientes. Grupos ambientalistas como o Greenpeace estão sempre divulgando informações que podem manchar a imagem das empresas que não aderem as práticas da do TI verde. Um exemplo disso é a denúncia sobre o uso de carvão que o Greenpeace fez em relação ao Facebook. Apesar das tentativas de explicação, a imagem da empresa ficou manchada.

Ganho de verbas: Não são só as empresas que têm se preocupado com sustentabilidade. Diversas administrações públicas têm criado mecanismos para classificar melhor empresas “verdes”. Benefícios estão sendo dados para quem investe em Green Computing. O presidente dos EUA Barack Obama tem sido um grande apoiador (cita-se financeiro) destas práticas. O Governo de São Paulo também tem dado preferência para empresas que utilizem tecnologias verdes. Você acha que estas empresas vão desperdiçar a oportunidade de ganhar uma verba extra?

Claro que prática do Green Computing não deixa de ser uma coisa bacana para o meio ambiente. Mas é bom você pensar duas vezes antes de acreditar na próxima vez que uma empresa é adepta ao Green Computing só para poder salvar a natureza. Pode ter certeza que os verdadeiros motivos do crescimento do TI verde não são tão nobres assim.s



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