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O artigo de hoje da série sobre os maiores datacenters do mundo vai mostrar como é a estrutura do centro de processamento de dados de uma empresa que até algum tempo atrás reinava soberana no mundo do TI: a Microsoft. Mesmo tendo ganhado concorrentes fortes com passar dos anos, a empresa de Bill Gates se mostra forte no mundo da tecnologia. Como não podia ser diferente, a Microsoft tem um datacenter a altura da sua grandiosidade.

Este datacenter fica localizado na cidade de Chicago (EUA) e é responsável pelo armazenamento de dados do Windows Azure (uma plataforma especial de aplicativos e serviços que é baseada em conceitos da computação em nuvem). O local é um dos maiores centros de processamento de dados já construído, com a área total de 65 mil metros quadrados. Só para ter uma ideia da dimensão do local, o tamanho do datacenter da Microsoft é igual ao de dez campos de futebol.

O datacenter de Chicago custou a Microsoft nada menos do que 500 milhões de dólares. O local foi inaugurado em 2009. Este centro de processamento de dados tem algumas peculiaridades em relação a estrutura de outros datacenters. O primeiro deles é que os racks não ficam em pisos suspensos. Os servidores ficam dentro de um contêiner na garagem do local. Tudo isto no piso térreo do CPD e com em um visual bem “fábrica”, com direito a tubulações a vista.

Apesar da aparência não tão bela como a de um datacenter com corredores de servidores (como em outros locais da nossa série), a escolha por contêineres não foi a toa. É uma das opções para se economizar em um datacenter. Com o design de contêineres, a instalação local necessita apenas fornecer a eletricidade, água gelada e conectividade de rede. O resto fica por conta dos sistemas dos recipientes dos servidores. Cada contêiner gasta 3 megawatts de energia. Isto proporciona uma economia de energia do local.

O sistema de resfriamento pode tanto ser de dentro do recipiente do servidor como o do local (para o caso de uma emergência). Este tipo de design também facilita o transporte, já que não é preciso tirar e colocar os servidores de dentro dos contêineres. Com este sistema que visa economizar energia, trabalho e principalmente espaço, o datacenter da Microsoft tem capacidade para 300 mil servidores ou 112 servidores de mais ou menos 15 metros.

Além disso, o local conta com a estrutura de onze geradores a diesel (energia nada limpa) com capacidade de 2,8 megawatts de potência; 11 subestações elétricas e salas de potência; 12 refrigeradores com capacidade de mais de uma tonelada cada e inúmeros dutos e eletrodutos para transportar água e energia.

O datacenter da Microsoft foi o que teve o jeito mais tradicional apresentado até o momento. Não há nenhuma preocupação com green computing no projeto do local. A estrutura de contêineres também o diferencia dos outros. Se é melhor ou pior, isto não sabemos. Só podemos dizer que é tão (ou mais) gigantesco como os outros.

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