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Polêmicas a parte, para aqueles que consideram o Marco Civil um avanço, vê-se a via inversa nas terras do tio Sam. A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) colocou em votação uma proposta que estabelece novos padrões para os provedores de Internet.

É estranho os Estados Unidos elogiarem o Marco Civil, que inclui todo um parágrafo voltado para a neutralidade na rede, para depois colocar em discussão um projeto que prevê exatamente o oposto.

Antes de comentar as consequências da proposta e como as empresas reagiram diante dela, vamos compreendê-la melhor.

 

 

O que é a Proposta de Neutralidade da Internet?

 

Quando acessamos um site de conteúdo, como Facebook, Wikipedia ou Youtube, ocorre uma transferência de dados entre o site e o provedor de Internet. Quanto mais rápida é a transferência, mais veloz é a resposta do site em questão diante de nossa interação. Uma imagem é carregada mais rápido. Um vídeo é reproduzido sem interrupções. Uma página de texto é disponibilizada rapidamente.

Partindo desse princípio, a quantidade de dados transferida para assistir um vídeo no Youtube não é a mesma utilizada para carregar uma página do Wikipedia, que possui sua base em texto. Os provedores de Internet cobram o mesmo para executar dois serviços que na teoria se assemelham, mas, na prática, são diferentes.

Com base nas alegações das empresas que administram os provedores, foi considerada a possibilidade de cobrar valores diferentes para determinados sites de conteúdo. Dessa maneira, a qualidade do serviço seria mantida, gerando mais velocidade e uma experiência de navegação satisfatória para os usuários.

O revés encontra-se nas empresas de conteúdo. De acordo com elas, o livre acesso a determinados conteúdos seria prejudicado se essa proposta fosse aprovada.

Por mais que não se fale em cobrar valores diferentes dos usuários dependendo do que estão acessando, essa diferenciação é diretamente oposta ao que foi regulamentado no Brasil através do Marco Civil. Essas duas propostas apenas alimentam a discussão acerca do que é ideal na Internet, bem como para quem a acessa. O que você acha disso?

 

 

O outro lado.

 

Mais de cem empresas envolvidas direta e indiretamente com a Internet se posicionaram contra a proposta. Dentre elas, estão gigantes como Google, Facebook e Amazon. No dia 07 de maio (quarta-feira), tal descontentamento tornou-se público através de uma carta aberta enviada a FCC. Nela, as empresas dizem que essa proposta representa “uma ameaça para a Internet”.

Segue abaixo um trecho da carta, publicado inicialmente no portal The Hosting News.

“Ao invés de permitir a barganha individualizada e a discriminação, as regras da Comissão deveriam proteger usuários e as empresas da Internet de plataformas fixas e móveis contra o bloqueio, a discriminação e a priorização do pagamento, bem como tornar os serviços de Internet cada vez mais transparentes. As regras deveriam proporcionar segurança aos participantes do mercado e manter os custos de regulamentação baixos”.

 

 

O impasse.

 

 

Em resposta a tantas críticas e contatos partindo de empresas e cidadãos preocupados com as mudanças, Jessica Rosenworcel, membro do FCC, declarou que “seria interessante prorrogar essa decisão para pelo menos um mês”. Enquanto isso, o líder do FCC, Tom Wheeler, reportou estar revisando todas as propostas da comissão para encontrar um meio termo que não prejudique nenhum dos envolvidos.

Continuaremos atentos a tudo que envolve a proposta da FCC. Fique ligado no Dicas de Hospedagem para mais novidades! 



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