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O que é fog computing?

Já dissemos isso antes, mas vale repetir aqui: na era da informação, as coisas mudam rápido demais. Enquanto tentamos nos acostumar com um novo produto ou serviço, uma nova tecnologia é apresentada e, pouco a pouco, conquista seu espaço no mercado, aderindo novos consumidores e revolucionando o que, muitas vezes, ninguém imaginava que poderia melhorar.

No campo da hospedagem de informações e da transmissão de dados, o cloud computing se revela promissor, com diversos usuários comprovando de sua efetividade e se beneficiando das diversas descobertas que envolvem esse novo segmento, apesar de muitas empresas e usuários ainda se mostrarem um pouco cautelosos antes de se renderem a essa tecnologia.

Enquanto ainda nos acostumamos com nossos dados de navegação sendo hospedados na nuvem e podendo ser acessados a partir de qualquer lugar e em qualquer dispositivo – e a legislação brasileira se adapta a essa nova realidade – surge a mais recente novidade nesse campo: o fog computing.

Antes de conhecer mais sobre o fog computing, porém, que tal entender mais sobre a Internet of Things, que será diretamente afetada por essa tecnologia?

 

 

A Internet of Things – histórico e evolução.

 

No futuro, você poderá adquirir óculos UV que exibem a temperatura do local em que você está e a previsão do tempo para os próximos dias. Seu carro terá um painel interativo, onde estarão marcadas informações referentes à troca de peças, motor e combustível. Os mesmos óculos UV que antes marcavam a previsão do tempo, agora definem uma nova rota para seu trajeto, analisando a quantidade de carros e o trânsito.

Isso tudo parece cena de filme de ficção científica, pertencente a um futuro até imaginável, porém distante. Felizmente, a Internet of Things, em teoria, é capaz de tornar possíveis todas as situações descritas acima.

Numa definição prática, a Internet of Things cria um reflexo de um objeto na rede. A intenção é interligar utensílios cotidianos á Internet, para que possam oferecer informações referentes à sua atividade em tempo real. É como se os diversos aplicativos dentro de seu celular fossem direcionados a objetos que possuam relações tênues com a funcionalidade do aplicativo em questão.

Para exemplificar, voltemos ao tráfego citado acima. Você não acessará um programa em seu dispositivo móvel para ver as rotas com menos trânsito; você fará isso através de um mecanismo em seu carro. Ou então, podemos considerar também a receita do bolo de cenoura, que estará presente numa tela presa à batedeira, e não mais no aplicativo que você adquiriu na loja virtual do sistema que processa os dados de seu dispositivo.

Além dos exemplos corriqueiros, vale pensar também na utilização da Internet of Things em empresas de diversos setores. Podemos partir desde a área da saúde, monitorando à distância os batimentos cardíacos de um paciente, até o setor de Energias, controlando produção, distribuição e consumo nas hidrelétricas.

Fato é que a Internet of Things, cujo conceito foi imaginado inicialmente em 1999 pelo co-fundador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Kevin Ashton, já movimenta o mercado e tem o potencial de gerar uma renda quase US$ 9 trilhões de dólares até o final de 2020. Logo, prepara-se para mais novidades sobre esse assunto em breve!

 

 

Qual a relação entre o fog computing e a Internet of Things?

 

O fog computing nasceu a partir de empresas e usuários que identificaram a necessidade de encontrar uma rota alternativa à nuvem pública para armazenamento de dados e informações. Isso poderia ajudar a diminuição da latência no servidor, além da melhoria da qualidade e da própria experiência do usuário. A previsibilidade também foi um fator levado em consideração, pois não se sabe o que esperar de um servidor em nuvem pública, que pode sofrer com intervenções de terceiros.

Com base nisso, a Cisco, líder mundial em conectividade no mundo todo, apresentou a nova solução: o fog computing. Com ele, ao invés de hospedar dados na nuvem, é possível armazená-los na network edge e em dispositivos variados, como pontos de acesso e conversores (set-top boxes).

Talvez a explicação do Flavio Bonomi (Cisco) te ajude a entender o conceito:

Um exemplo de utilização do fog computing se dá no setor de aviação. Ao invés de registrar as informações mecânicas de um vôo na nuvem pública, o motor do avião pode fazê-lo em um dispositivo dentro do avião, para serem analisadas em tempo real e, se necessário, enviar um ou outro dado à nuvem pública para fins de manutenção. Tal ação gera um número menor de dados, o que facilita a transferência e torna sua conclusão mais rápida.

Para deixar a ideia do fog computing ainda mais clara, vamos pensar geograficamente. Você trabalha num prédio comercial de onze andares e deseja compartilhar um determinado conteúdo com um colega de trabalho que está dois andares acima do seu e tem acesso a Internet. Com a tecnologia atual, é necessário armazenar a informação que você deseja na nuvem para, em seguida, ser acessada por terceiros. Com o fog computing, tal atividade pode ser realizada mais rapidamente, com menos dados e, além disso, o conteúdo pode ser armazenado num dispositivo de acesso privado que contempla apenas os funcionários desse prédio comercial. A necessidade de utilizar a nuvem pública deixa de existir.

Não resta dúvida de que, com o aumento de transferências de arquivos extensos e grandes quantidades de dados, o fog computing passará a ser a melhor opção. Será que haverá espaço para ele, entretanto, com o cloud computing sendo cada vez mais aperfeiçoado?

O que você acha dessas tecnologias? Não deixe de compartilhar sua opinião através da seção de comentários!

 



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