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Neste mês, o ICANN (Internet Corporation for Assingned Names and Numbers) divulgou a lista dos novos domínios que farão parte dos endereços de internet em breve. Desde o começo deste ano, quem quisesse ter um domínio de primeiro nível (TDL, que são os sufixos de um endereço de internet) só precisaria se registrar no serviço e pagar a bagatela de 300 mil dólares. Hoje, o Dicas de Hospedagem vai fazer um balanço geral da lista e do que pode mudar na internet com os novos endereços. 

 Novos Domínios ICANN

 

Total de novos domínios – veja a lista completa de requisições ao ICANN

Ao todo, 1930 novos sufixos de internet vão aparecer na internet em breve. Muitos desses domínios ainda não têm o dono definido. Endereços como .lol, .gay e .audio tiveram diversas empresas interessadas. Mais que isso, alguns tiveram muita concorrência mesmo. O sufixo .app teve nada menos do que 13 propostas. O .art teve 10 interessados. O ICANN disse que vai fazer um “leilão” para ver quem fica com os direitos sobre os novos domínios. 

 

Empresas personalizando os sites corporativos

O que se percebeu pela lista divulgada pelo ICANN é que muitas empresas veem um potencial de personalização dos sites oficiais com os TDL. Tanto que muitas das grandes corporações de tecnologia (e fora dela) compraram domínios personalizados. Entre as empresas que podemos citar estão o Google (.google), a GM (.cadillac) e a Hyundai (.hyundai). Prefeituras também se inscreveram como a de Budapeste (.budapest) e de Bruxelas (.brussells). 

 

No Brasil, quais são os novos domínios

Solicitações de domínios Brasileiros ao ICANN

 

Dentre os 1930 novos domínios de primeiro nível, onze são do Brasil. Alguns domínios genéricos foram registrados no Brasil como o .bom, o .final e o .ltda. De serviços municipais, houve o registro do sufixo do .rio. E a grande maioria foi de empresas. Bancos como o Bradesco (.bradesco) e Itaú (.itau) registraram domínio. Empresas de mídia também entraram na dança como a Globo (.globo) e o UOL (.uol). Além desses, .ipiranga, .natura e .vivo também foram registrados. 

 

O que vai mudar na internet com a chegada dos novos domínios

O primeiro impacto perceptível é nas próprias empresas que compraram os novos domínios. Para sites de banco, vai ser cada vez mais difícil se criar “clones” que fazem tentativas de phishing nas contas dos usuários. Além disso, algumas empresas podem aproveitar para melhorar o marketing com a compra dos novos domínios. Por exemplo: a Vivo poderia criar um canal para a criação de blogs com o final .vivo. 

 

Já com os domínios mais genéricos, espera-se que alguns se abram para quem quer registrar um site. No Brasil, o .bom e .final foram comprados pelo órgão responsável pelo registro país. Isso pode significar que ficará à disposição em breve (talvez não com o preço do domínio tradicional). É esperar e ver quais dos novos domínios ficarão disponíveis para os meros mortais. Vale lembrar que se eles não forem abertos a um grupo razoável de sites, há chances de não pegarem. 



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