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Hospedagem de sites - HostingCon 2014

Aconteceu entre 16 e 18 de junho a edição 2014 da HostingCon, uma feira que reúne os grandes expoentes da hospedagem e, dentre diversas atrações e eventos, discute as tendências de mercado para os diversos segmentos desse ramo. Obviamente, o cloud computing recebeu uma atenção especial, além do Amazon Web Services, que foi debatido sem aquela ideia de ameaça que passava há três ou quatro anos atrás.

Dentre os destaques da HostingCon, que foi realizada em Miami e comemora dez anos de existência, está a compra da Media Temple pela GoDaddy e da Peak 10 pela GI Partners. Quanto ao restante, você confere logo abaixo.

 

 

O que apresentou notório crescimento no nicho da hospedagem?

 

Notou-se um crescimento nas empresas de porte médio – aquelas que preferiram se afastar e comprovar o que funcionou ou não em cloud computing antes de correr qualquer risco. Já em empreendimentos maiores, a nuvem foi utilizada de maneira significativa. O interessante é que, apesar desses números, nenhum segmento do ramo de hospedagem se desenvolveu mais do que o cloud computing.

Um exemplo disso é a Atlantic.net. A empresa de colocation – o também chamado colo – começou a oferecer a hospedagem em nuvem como parte de seus serviços e logo percebeu um retorno positivo e completamente inesperado justamente por causa do cloud computing. Logo, o que era para ser apenas uma característica de seu serviço passou a ser o foco.

E já que mencionamos as empresas de colo computing, vale a pena destacar parte do que foi compartilhado por Adam Weissmuller, diretor da empresa de soluções em cloud computing Internap. Além de destacar a importância de aproximar a hospedagem em nuvem com o sistema colo, ele traçou dois tipos de clientes que procuram esses serviços: as grandes empresas de T.I., que buscam adquirir a infraestrutura para todas as atividades que o negócio envolve, e os compradores particulares, que geralmente compram um espaço na nuvem para hospedar aplicativos.

Ranking top 10 hospedagem de sites

De acordo com Weissmuller, tanto as empresas de T.I. como os compradores particulares podem se aproveitar da proximidade entre a hospedagem em nuvem e o colocation para otimizar seus investimentos. Isso acontece porque o cloud computing ainda não é customizável para locação, algo que os clientes ainda esperam. Logo, o colo revela-se ideal, inclusive financeiramente falando, mas esse tipo de serviço deixa a desejar no quesito velocidade. Logo, a hospedagem em nuvem contrapõe esse revés, oferecendo a velocidade mínima que o mercado exige.

Outra informação interessante é o crescimento do colocation também na Europa. Mesmo fora dos Estados Unidos, o serviço é considerado como “a próximo passo na evolução”, de acordo com JF van der Zwet, responsável pelo marketing da Interxion.

No campo da hospedagem em nuvem, ainda não há uma empresa líder na Europa, pois elas operam a nível regional, mas sabe-se que todos as empresas inseridas nesse segmento apresentam crescimento, revelando a tendência no serviço também fora das terras americanas.

 

 

Amazon: não mais tão temida?

amazon-web-services

E por falar em crescimento, é evidente o destaque que os serviços da Amazon têm ganhado nos últimos anos. Antonio Piraino da ScienceLogic dedicou parte de sua participação na HostingCon para falar das vantagens em trabalhar em conjunto com a Amazon Web Services. Isso não significa que toda a estrutura de seu negócio tem que ser adaptada para os parâmetros da Amazon, mas é interessante deixar de considerar a empresa como uma concorrente direta.

A ideia defendida por Paraino é a de integrar o AWS com a infraestrutura dos serviços oferecidos pela empresa em questão, algo similar ao que a Datapipe vem fazendo. Paraino explica que a Amazon ainda não possui o que é preciso para suprir totalmente as necessidades de grandes empresas e, por isso, não seria ideal considerá-la como única e melhor alternativa. Entretanto, deixar de encarar a Amazon como ameaça no ramo já é uma boa nova.

 

 

O Outro Lado.

 

Além das afirmações de Paraino sobre a limitação do Amazon Web Services, outros serviços tiveram suas críticas. A Interxion, dentre diversos outros provedores, declarou que não pretende oferecer cloud computing para seus clientes diretamente, optando por empresas parceiras para cuidar desse tipo de serviço. A ideia é prover a hospedagem em nuvem de maneira terceirizada, para que a demanda de mercado seja atendida.

Por fim, o crescimento do colo computing começa a mostrar sinais tímidos de desaceleração. Nesse caso, Phil Shih do Structure Research esclarece que isso ocorre devido ao amadurecimento do colocation e de sua reafirmação como um mercado estabelecido. O avanço contido nada tem a ver com a pressão dos outros tipos de hospedagem e com a competição contínua com outras empresas; trata-se de uma reação normal a algo que já não é mais novidade.

Em suma, foi isso que aconteceu na edição de 2014 da HostingCon. O que achou das novidades para o segmento da hospedagem apresentadas na feira? Você consegue utilizar esses dados em prol de sua empresa?

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