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Campus Party 2013A sexta edição da Campus Party, continuando a edição do ano passado foi marcada por horas de conteúdo de qualidade, problemas de logística e inovação. Com o sexto e último dia de evento ocorrido no último sábado, dia 02 de março, no Pavilhão do Anhembi, ficou ainda mais evidente que o Brasil não só demonstra receptividade para um evento deste porte, como possui potencial para contribuir para o desenvolvimento do mesmo, seja com a manutenção do conteúdo explorado nas palestras e oficinas, até com o público apto a receber o conteúdo compartilhado.

 

 

Um pouco mais sobre a Campus Party

 

A Campus Party teve inicio na Espanha em 1997 e é considerada o maior acontecimento tecnológico do mundo. Empreendedores, o público geek, cientistas e gamers de todo mundo reúnem-se para acompanhar as atividades relacionadas aos avanços na área da ciência, da cultura e do entretenimento. Durante os cinco dias de evento, são realizadas inúmeras palestras, oficinas e debates sobre a inovação e as principais tendências da área tecnológica.

A Campus Party estreou duplamente quando veio ao Brasil em 2008; primeiramente, por ser a primeira edição no país e, além disso, a primeira vez que adquiriu caráter internacional. Três mil campuseiros se reuniram em São Paulo. Num comparativo com a edição de 2013, o público quase triplicou: foram cerca oito mil campuseiros esse ano, público recorde do evento.

Além de trazer ideias inovadoras, toda a proposta da Campus Party tem como base a inovação. Um exemplo disso é a possibilidade do público acampar durante os cinco dias de evento. É oferecida uma vasta área verde para cada um montar sua barraca e se acomodar. Além disso, os campuseiros podem desfrutar de uma rápida conexão wi fi para realizar as mais diversas atividades, desde postagens em blogs sobre as novidades do evento, downloads de arquivos ou até se divertirem com games e aplicativos.

 

 

A edição de 2013 da Campus Party

 

Fim do Campus Party Brasil 2013

Desta vez, não foi oferecido o transporte gratuito entre o Terminal Rodoviário do Tietê e o Anhembi, obrigando o público a se deslocar ao evento de taxi ou a pé. Apesar de o transporte prejudicar o número de presentes na Campus Party, foram vendidos 631 ingressos a mais do que a edição de 2012. Quem compareceu foi agraciado com uma conexão de Internet com velocidade de 30 Gbps, um dos destaques do evento. 

Apesar de toda a segurança, alguns campuseiros conseguiram entrar com buzinas no Anhembi e, numa postura desnecessária e desrespeitosa, tocavam-nas durante os keynotes, atrapalhando quem estava verdadeiramente interessado.

 

  • Primeiro dia: Como de costume, o primeiro dia da Campus Party não teve programação, sendo dedicado ao cadastro dos campuseiros e sua posterior entrada. Todos foram organizados em três filas de espera, o que evitou a fila quilométrica que deu voltas e voltas no Anhembi na edição de 2012, e propiciou aos campuseiros tempo suficiente para se alojarem nas barracas e instalarem seus equipamentos.

 

  • Segundo dia: O grande destaque do segundo dia da Campus Party foi o keynote do astronauta Buzz Aldrin, que falou sobre o programa espacial e as futuras missões humanas em Marte – tema do livro que está prestes a lançar. Entusiasmado, o segundo homem a pisar na Lua foi filmado por um campuseiro que se segurava no ar através de balões de hélio que divulgavam a Campus Party. Também durante o segundo dia, a área de exposição do evento, aberta ao público, sediou um torneio de League of Legends e Starcraft Ii no stand da Intel. Uma nova edição do campeonato já está agendada para 2014. Por fim, os criadores do site Jovem Nerd, Deive Passos e Alexandre Ottoni, exibiram seu podcast Jovem Nerd e participaram de vários painéis. 

 

  • Terceiro dia: Destaque para o criador da Atari, Nolan Bushnell, que deu conselhos aos campuseiros e relembrou do tempo que trabalhou ao lado de Steve Jobs, e para o ativista Rainey Retman, que dedicou sua palestra à liberdade digital. No palco principal, houve um debate sobre o Marco Civil da Internet, focando as mudanças no cotidiano das pessoas com a nova legislação. Enquanto isso, no palco de games, o gerente regional da NVIDIA no Brasil, Richard Cameron, falou sobre o lançamento do console Shield que, de acordo com o próprio, será uma plataforma móvel aberta para rodar jogos do Android e do PC. Auxiliado por uma assistente fantasiada de Dawn, a fadinha símbolo da empresa, Cameron levou os gamers de plantão ao delírio.

 

  • Quarto dia: O protótipo de smartphone com Firefox OS chamou a atenção dos desenvolvedores. Além disso, o embaixador global da Singularity University, Salim ismail, direcionou sua palestra ao futuro da comunicação e da tecnologia. A Singularity University tem base no Ames Research Center, com  suas atividades dentro da própria NASA. No fim do dia, Don Tapscott, autor do best-seller Wikinomics, falou sobre os problemas que o mundo enfrenta e como podemos resolvê-los. 

 

  • Quinto dia: No quinto dia, os keynotes de Mark Surman da Fundação Mozilla e Pete Lomas, criador do Raspberry PI, chamaram a atenção. Pete Lomas inclusive anunciou uma versão do Raspberry PI para 2013. O computador PC mais portátil do mundo deve inspirar a criatividade de jovens estudantes, de acordo com seu criador. Na arena, foi a vez de Rodrigo Fernandes, popularmente conhecido por Jacará Banguela, trazer seu talk show Fora do Ar e entrevistar diversas personalidades da Internet.

 

  • Sexto dia: O último dia da Campus Party começou com o anúncio da confirmação do evento em Recife. Animados, os campuseiros assistiram ao ultimo keynote, onde o vice-presidente da ICANN na América Latina, Rodrigo de la Parra, falou sobre o mundo da Internet. Sendo a ICANN a responsável pelos endereços e protocolos da Internet, pode-se dizer que a palestra foi dada com muita propriedade. Por fim, houve a esperada final do campeonato do jogo Street Fighter x Tekken e a entrega das premiações referentes a todos os torneios do evento.

 

Ir embora da Campus Party foi mais fácil, já que o transporte gratuito estava disponível. Como muitos dos campuseiros vieram de outros estados, voltar para a Rodoviária do Tietê na faixa serviu como compensação para a ausência do transporte gratuito no início do evento.

A ideia que a Campus Party 2013 deixa é positiva. Eventos deste porte tem problemas e isso é inevitável, mas não são – ou devem ser – consideráveis quando comparados com todo o conteúdo que foi compartilhado, debatido e absorvido por todos os palestrantes, especialistas e, claro, pelo próprio público. Que venha a edição de Recife!

 



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